
A história desenrola-se num átrio cheio de gente ao som de berimbau ou realejo. entram e saem de uns aspectos que mais parecem de repartição de finanças. um homem, supostamente cheio de ironia, finge ou não o seu suicídio. de forma absurda com discursos mudos, ou com as tais preces encaixadas em alto som. o suicídio deste pálido viajante, é, também, o seu assassinato grotesco. segundo a constatação de principio, ou como resolução final do dilema que lhe prende ainda aos congéneres humanos.
assassinaram o pálido viajante. num castelo, numa repartição de finanças, num lugarejo. numa introspecção final e objectiva. deitado esperneando - banhado de gasolina a quem dão fósforos – com papel higiénico agarrado aos sapatos.
O complexo da sua decência de pernas para o ar, de pernas rojando, ele está sentado numa tribuna, o condenado cochichando às orelhas do Pai, um seu físico um seu etéreo. de modo que, sem duvida , o lugar se transforma no confessionário de dois. Pai e filho.
Estas vergonhas mal mediram para gentes de partes à mostra numa repartição, nem os interrompem. A ignorância assalta a figura
essa figura que não deixaram sair por um lenho rasgado na noite, que crucificaram por não haver enrabado a velha
Aqui onde rasparam das paredes a lua e o sol, nada encontrarás, só tens paredes, so possuis a tua morte mijada e cagada por ignorantes e escarretas para lamber nos degraus de igreja
mereces o que a tua eternidade encomenda. a fumar encostado a ela, de castigo, e quem te cruza faz assim com a mão, o gesto de incompreensão, o gesto de um xis por cima das importâncias
vede quem vive mesclado no símbolo destes abusos ao viajante seminu, macaqueando o estertor do pálido viajante de nos pelas qualidades
a eles somente ocorre a infalibilidade de certas noções de romance sem ser a própria presença no lívido aberrante
e em coro negam ter testemunhado as suas vidas deitadas ao chão.