Não sinto que a escola tenha tido uma grande evolução, como teve o mundo que nos rodeia, a vida das pessoas mudou, a forma como vivemos o dia a dia mudou drasticamente, mas a instituição – escola - não acompanhou este progresso dos tempos. No meu entender vivemos a tal herança que Attkinson nos fala. Quem me ensinou a ser professor? A verdade é que nós aprendemos com a escola que frequentamos e os nossos professores também assim o fizeram. Assim esta herança tem perdurado ao longo de décadas. Demorámos cerca de 20 anos a formarmo-nos como docentes e vamos imitar quem nos ensinou. No meu entender urge uma reflexão e um corte radical com esta herança. Tenho sentido que tanto escola, professores e encarregados de educação, mesmo com acesso a informação de novas técnicas pedagógicas têm receio de uma escola nova, uma escola diferente da nossa, uma escola em que o estudante, é parte integrante das opções de ensino. É infeliz a forma como uma criança entra livre numa escola e come...
A Pandemia Covid-19 trouxe-nos novas experiências pessoais e coletivas. O estado de emergência veio conectado por 0’s e 1’s, através de banda larga, as redes ficaram sobrecarregadas de reuniões, aulas não presenciais, reuniões familiares, festas, visualização de filmes, pornografia, entre outros. Os ecrãs ocuparam os nossos dias e foram na sua grande maioria a companhia dos solitários, das famílias, intrometendo-se na cama de amantes, e através de algoritmos de rentabilização dos nossos cliques, fomos comprando o que não conseguimos e aquilo que não queríamos, sem poder sair de casa. “Dizem-nos que toda a gente – e não apenas empresas e instituições – precisa de uma “ presença on-line”, de uma exposição 24/7, para evitar a irrelevância social ou falhanço profissional.” (Crary, 2018:110). Esta presença social online durante o momento de confinamento atingiu níveis únicos na história do digital. Desde as crianças aos mais adultos, a “segurança” de mant...