POSTURA FILOSÓFICA




(From: Mitchell, Gary: What Monkeys Can Tell Us About Human Violence. "The Futurist", April 1975, pp. 75-80. PHOTOS: JODY GOMBER AND WILLIAM K. REDICAN,
nem os bebés se safam




(From: Mitchell, Gary: What Monkeys Can Tell Us About Human Violence. "The Futurist", April 1975, pp. 75-80. PHOTOS: JODY GOMBER AND WILLIAM K. REDICAN,
Mussolini e Clara Petacci comprovando a teoria do bico de pássaro.Coisas baratinadas pela cadência de outras não baratinadas. O filho esquecido no meio da prática da intersecção de dois campos opostos. Filho esquecido entre bruma e treva, contorcendo-se como o verme no bico do pássaro feio. Filho que não é matéria, ideia, é uma ideia. Que se cansa pouco no gesto da súplica violenta à filosofia, a ópera de três vinténs. Noite dentro, cordeiro branco vagueia.
As velhas praguejam o mundo como escaravelhos rolando excrementos, e as ideologias de múltiplos lados, e as politicas aonde bateram mãos no peito:
quando a plebe troca aquele sentimento de obediência por paus e pedras, o amor em todos os casos vira-se contra a incompreensão dos que antes eram pais, amantes, generais e chulos
um sol cor de mijo ilumina a caracteristica volúvel dos laços. É melhor apostar nas filigranas que sobem pelas têmporas como exércitos do que apostar na constância das relações. Mussolini é um exemplo disparatado para sublinhar a tragédia destas realidades. outro seria, ainda mais disparatado, o joaquim que bate na mulher que olhou para joão. A noção do bico de pássaro joga-se como a carta do conhecimento kantiano, aquilo que encontramos pelos sentidos empiricos, virá de construção mental de pardieiro. ao depender da dinâmica individual, paradoxo de multidão, singular objectividade, o bico do pássaro feio prende os vermes. daqui o filho espiritual abre o manual de lógica, supostamente para estudar, e encontra folhas rasgadas no vazio do infinito e bichos brancos contorcendo-se entre ângulos esdrúxulos.
dessa teoria neuro-psicológica onde recônditos configuram díspares e ocasionais momentos de ternura, o que é para pôr à prova? os sentimentos positivos ordenam-se por vontades inconscientes e ocasos burlescos. as éticas arrastam-se pelo vento de cavernas hiantes. o que se tenta curar nas gentes, o erro contínuo, e a incerteza de padrões, para dar algo de consistência redimida aos caractéres faltosos. para se arredondar a panóplia de coisas ao monte, a afirmação de uma hipotética honestidade de acções, como fazer?
que estatutos buscar no meio do chão apalhaçado de capoeira? será que um sentimento de compaixão é o fortuito lançar de dados numa vida de crime?
e que, vindos não da boa vontade, mas tão somente de obscuras pulsões os momentos sagrados de compaixão são o fugaz lapso das esfinges dos assassinos?
mera parcela insignificante, mas de epifania, que involuntariamente nos pode convencer que os anjos degustam porcaria à mistura com milho.
Crepúsculo. corça podre, uns idos de Março. espécie de prenúncio feito por quem de direito nenhum. onde em tribunal engonça com leis os aspectos. este processo de regras, maquinal e seco, esta exigência vulgar de mesquinhos, cu de cadela sujo. a endecha para connosco estimar a mediocridade, para connosco cruzar desertos. uma condição necessária de realejo para arquitectura de carreiro de formiga. Atravessamos o limiar d´ uns lintéis com a identidade plástica, travestindo o rigor do mistério, sapatorros mergulhando num concreto.
Para ti uma vontade das antigas, uivo da saudade. Sem as maldosas e abstractas pulsões dos medos, permitam-me a inocência os macabros croupiers. Deixo, em penumbras antigas, os teus jocundos cabelos cair em cascata sobre mim, almas do invisivel. E a lembrança de me especar ao pé do telefone, ou na esquina da rua tal, só para o vislumbre do eco extemporâneo; só para surpreender essa dança com os espectros da minha fome, com aleluias a sair da boca dum louco. Da ingenuidade bebia, as pupilas o cálice de memórias, roçar de mortalhas. Ah Quanto o teu corpo fulminava espaço e estásimos, por sobre a deslumbrante quantidade de cadáveres, e os restos da percepção, em luz, tiravam folga. 