
puxam fumo nos cachimbos da morte, sentimentos; preparam refeições insonsas as receptoras e dadoras de sentimentos. eles puxando fumo e elas soçobrando no fogão aceso. um pornográfico pântano de qualidades, matadouro de ambições. os restos ficam no prato, junto com beatas, sucedem-se injúrias e copos virados.
para a dona de casa, o mundo é misturado por espantalhos perante o assentimento tácito do casamento. os rouxinóis do seu ventre cantam loucamente o inferno. Garrafas de vinho vazias quando ainda não estão prontos para esquecer. no simbolismo do casamento, ergue-se a prisão e o volume estático de fisionomias inchadas, no simbolismo do leito crispam-se fauces e arrependem-se dançarinos nus.
nas barras do tribunal, até ao paraíso dos loucos, os sórdidos casos protagonizam situações de riso.
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