Por entre a cidade espantalhos de ébano e marfim vasculham, com cómicos chapéus de palhaço rico enfiados até às orelhas. procuram bananas ou liras, sem saber a diferença. e é vê-los empanturrados, de boca cheia, acocorando-se para esconder prêmios.
no meio desta pompa enmerdada a cabeça impassível do aprisionado emerge, com filosofias de cavalo morto em valetas. as suas lágrimas de désdem enxugadas por manga de uniforme tosco, as suas lágrimas de metáfora.
A irmã sábia, a corça azul, enxuta as tuas lágrimas de metáfora; pois sabes que a vida se esculpe com dentadas profanas, mistérios, rábulas de loucos representando que o uniforme do hospital alça o brilho dos olhos de outraparte, o uniforme cinzento onde o bater de asas levanta o pó de mãos em poesia; alfabeto de tatuagens e guitarras roçadas
Na rua fria, na janela do manicómio, o espirito do infinito ultrapassa a multidão ululante
Só dedilhas a lua esplendorosa, quieto como a brincar com fósforos, roubando entre o cavaleiro do cemitério, glorificando diáfanos. amparando à forma difusa a redenção escrevinhada de obscuros herméticos e hieróglifos luxos.
0 Comments:
Post a Comment
<< Home